Feitiço na literatura - na arte - na vida

Feitiço na literatura - na arte - na vida
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Nada melhor que Machado Coelho, o próprio autor, para escrever sobre o sentido de sua obra. Leiamos Machado Coelho que assim começa o Feitiço na literatura "Quem se dispusesse a escrever, um dia, a história do feitiço escreveria também e concomitantemente a história da superstição humana. E como em suas origens a magia é inseparável da religião, como o é da medicina ou a medicina é dela, pode-se dizer que o homem se foi tornando mais supersticioso à medida que se foi tornando também menos religioso. O sacerdote na antiguidade era, ao mesmo tempo, mago e médico, exatamente como em nossos dias o pajé é, ao mesmo tempo, curador e feiticeiro. É que escravo das crenças, observa Frobenius, o indivíduo dirige-se às entidades sobre humanas e, servo dos presságios, o indivíduo recorre às forças ocultas. O crente, o religioso tem fé no poder divino que lhe poderá vir em auxílio. O fanático, o supersticioso atribui virtudes miríficas a atos ou objetos que seduzem a sua confiança. Assim, já se disse com espírito e fundamento que a superstição é para a religião o que a astrologia é para a astronomia: a filha louca de uma mulher sensata. Se Pascoal houvesse pensado um pouco mais nessas coisas todas com certeza teria formulado a sua máxima famosa. Porque o homem é menos um caniço pensante do que um caniço supersticioso. O certo é que a raiz do feitiço, que é a raiz do mistério, mergulha fundo nas mais antigas camadas das civilizações do globo, o que importa dizer na aurora da humanidade. Sob todas as latitudes, nas terras austrais como nas regiões hiper- boreanas, no mais recuado estágio do ser humano, vamos encontrá-lo religioso, supersticioso. Selvagem ou civilizado, como que respondendo a uma necessidade de seu espírito e de sua natureza, o homem jamais pôde viver fora da atmosfera do sobrenatural. Editora Paka-Tatu. 75 páginas.

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