amores, os barcos e as cidades, Os

amores, os barcos e as cidades, Os

  • Autor/a: Diego Sabádo
  • ISBN: 978-85-7803-037-7
  • Disponibilidade: Em estoque
  • Valor R$ 28,00
  • Sem impostos: R$ 28,00
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Os amores,  os barcos e as cidades, de Diego Sabádo, é nas palavras de seu prefaciador, Professor Ernani Chaves, um livro de contos constituído de "Textos curtos, rápidos, concisos, miniaturas, fragmentos do cotidiano, nos quais barcos ancoram e ao mesmo tempo se desprendem de um fictício cais, tal como os amores e as cidades.  O que não quer dizer apressados, como se tivessem brotado do nada e assim, transformados em escrita, como uma convulsão. É essa a impressão mais geral que este livro de Diego Sabádo me deixou.
O curto, o rápido, o conciso, correspondem a uma certa lógica, segundo a qual a ideia de fragmento ou ainda de miniatura não significa um rebaixamento, uma diminuição ou ainda algo que se apresenta, se expõe, pela metade. Como se aqui borbulhasse um pensamento ainda nascente ou mesmo disforme e, por isso mesmo, menor, inferior. Ao contrário: nesta lógica, a miniatura, na sua extrema condensação ou ainda a narrativa curta, na sua sobriedade, constituem e formam algo que é completo, seja uma imagem, um pensamento, uma emoção ou mesmo a captura rápida de um fato do cotidiano.
Por outro lado, é possível encontrar um fio condutor nesta miríade de textos, um fio que talvez possa nos guiar neste labirinto, mesmo que nossa certeza não seja a mesma do mítico Teseu. Ou seja, este fio não nos promete muita coisa, quase nenhum benfazejo encontro, ao final, com uma luz que iluminará nossas vidas para sempre. Mesmo assim, é um fio: aquele que por meio dessas imagens tão fortes – a dos amores, a dos barcos e as das cidades – nos ata à experiência da finitude, à confrontação com os limites do nosso corpo e mesmo com os de nossa imaginação e fantasias, todos eles – corpo, imaginação e fantasias – atravessados e arruinados pela história. Como os amores, os barcos e as cidades, atados e desatados, ao mesmo tempo, aos diversos ancoradouros que vamos construindo enquanto vivemos.

O curto, o rápido, o conciso, correspondem a uma certa lógica, segundo a qual a ideia de fragmento ou ainda de miniatura não significa um rebaixamento, uma diminuição ou ainda algo que se apresenta, se expõe, pela metade. Como se aqui borbulhasse um pensamento ainda nascente ou mesmo disforme e, por isso mesmo, menor, inferior. Ao contrário: nesta lógica, a miniatura, na sua extrema condensação ou ainda a narrativa curta, na sua sobriedade, constituem e formam algo que é completo, seja uma imagem, um pensamento, uma emoção ou mesmo a captura rápida de um fato do cotidiano.
Por outro lado, é possível encontrar um fio condutor nesta miríade de textos, um fio que talvez possa nos guiar neste labirinto, mesmo que nossa certeza não seja a mesma do mítico Teseu. Ou seja, este fio não nos promete muita coisa, quase nenhum benfazejo encontro, ao final, com uma luz que iluminará nossas vidas para sempre. Mesmo assim, é um fio: aquele que por meio dessas imagens tão fortes – a dos amores, a dos barcos e as das cidades – nos ata à experiência da finitude, à confrontação com os limites do nosso corpo e mesmo com os de nossa imaginação e fantasias, todos eles – corpo, imaginação e fantasias – atravessados e arruinados pela história. Como os amores, os barcos e as cidades, atados e desatados, ao mesmo tempo, aos diversos ancoradouros que vamos construindo enquanto vivemos.

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